vi minha vó esse fim de semana. cresce em mim a certeza que faço essas visitas por mim. ela fica ali, pequenininha, sentada, com um terço e uma foto de todos os netos que, quando aparecem, ela não lembra. pra ela, eu ainda tenho 7 anos de idade, com uma flor no cabelo. quando eu digo que sou neta, ela ri. "tão diferente! como pode? filha de quem? e o que você faz mesmo?".
os primos estão enormes. lembro de ter visto a mulher do meu tio grávida do terceiro filho... sexta-feira o quarto filho fez 14 anos. meu priminho mais novo. mais novo! rá! velha eu? tsk. nada...
mas aquela casa... aquela casa é tanta coisa pra mim. os cheiros, os móveis, as cores. o gosto da água do filtro de barro. a chuva no morro. o viveiro dos passarinhos do vovô. nostálgico. eu me sinto à vontade: aquela é a casa da minha família. eu cresci ali.
volto com algumas histórias. trago notícias boas e ruins. mas tenho principalmente a sensação que o tempo passou rápido demais. e que muita coisa mudou pra um lugar que está igualzinho ao que eu lembrava.
o muro não é mais verde.
e a porta agora fica trancada.
Sô
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