sexta-feira, 28 de novembro de 2008

conclusões e pensamentos aleatórios

excelente. fazia muito tempo que eu não me divertia tanto! o chopp comemorativo de fim de curso ontem foi ótimo pra desestressar. problema que hoje eu volto pro trabalho, e de ressaca.

acho que o negócio mesmo é fazer boxe. quando eu lutava ninjutsu era uma pessoa melhor. mais calma, mais serena (se é que eu consigo ser serena). mas me estressava menos facilmente. algo em bater por duas horas num cara 3 vezes maior que eu é bastante relaxante. sábado eu vou no boxe. decided.

e tou pensando seriamente em virar atriz: quando 3 pessoas te perguntam em menos de 1semana se você é atriz e dizem que você é "performática" (que é uma palavra muito bonita pra histérica e loud) tá na hora de repensar nossos conceitos. tou nesse clima.

ah é! e aprender a falar em decibéis razoáveis para o ouvido humano. como diria uma amigo queridíssimo, "quando você fala desse jeito as baleias encalham da baía". perguntaram se eu tive alguma coisa a ver com o desastre na austrália. juro que não.

mas é uma pena quando as coisas não acontecem da maneira que a gente queria. a vida podia ter roteiro ou cenas do próximo capítulo, pra gente saber que o que nos espera nada tem a ver com o que a gente quer que aconteça. é que depois de tantas surpresas frustrantes custava nada que uma surpresa fosse boa. silly me.

minha grande expectativa agora é da hora que eu vou deitar no meu travesseiro hoje e não ter que fazer bolsa de brinde para convidados, planilha, emitir nota de pagamento, fazer convite de palestra... sabe dois dias sem ninguém falando: é.... Marcela? faz isso, arruma aquilo, conserta isso, reveja aquilo, faça polichinelos com uma melancia na cabeça cantando o raida? peace and quiet.

ufa. Deus me ouça.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

we're just two lost souls swimming in a fish bowl

meu pai é apaixonado por música. eu cresci numa casa que tem mais instrumentos que um estúdio, uma coleção de mais ou menos 500 vinis e cds à perder de vista. minha irmã toca violão desde quando o violão era muito maior do que ela. ela trocou para a guitarra há uns anos, passando pelo baixo, bongô, gaita...

meu pai fez questão que eu escolhesse um instrumento quando fiz 10 anos: eu fiz aula de teclado. aprendi a solfejar. e descobri que o que eu gostava mesmo era cantar. depois disso fui para o coral do colégio, fui solista e participei de uma banda cover de pink floyd como background. tudo isso parou quando entrei pro cinema, hoje é só musiquinha de chuveiro, mesmo.

sei lá porque eu parei. acho que em algum momento bateu um medo de eu não ser boa o suficiente. hoje acho que não consigo manter uma notinha só em tom por mais de 2 segundos. a voz tá destreinada e eu fico muito triste de lembrar de todas aquelas apresentações e shows...

cantei na formatura do meu, na época ficante, e hoje namorado (acho que isso já faz 5anos...). fui chamada pelo colégio. eu odiava a música e odiava estar na frente de todas aquelas pessoas mas perdi a vergonha na hora que eu subi no palco. eu ainda lembro da cara dele quando eu desci, do orgulho que ele teve de me abraçar na frente daquela galera toda com quem ele tava formando.

hoje me pai teve um dia difícil. e me chamou para mostrar na internet as musiquinhas que ele achou numa coisa nova, super legal que ele descobriu, chamada youtube! engraçado que, todos esses anos depois ele ainda lembra. e essa foi a música que ele me chamou para ouvir: o guitarrista favorito dele, quem ele idolatra, e a música que ele me ouviu cantando tanto tempo atrás num buraco em algum lugar da cidade.

http://br.youtube.com/watch?v=GWqyC52fRFU&feature=related

o efeito que a gente tem nas pessoas... e que elas têm na gente. nem sabemos...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

uma aula de dança, por favor?!

Quem lembra?


vim ouvindo isso hoje no caminho pro trabalho. meu deus que nostalgia! confissão: eu ia à matinês (vergoooonha!) na época que isso tocava. Studio 54. E eu nunca, nunca consegui aprender a coreografia, destrambelhada do jeito que eu sou. E tiveram várias pessoas que tentaram me ensinar... sem sucesso. tão frustrante...

eu devia dar uma festa homenageando essa época (você sabe que está velha quando homenageia épocas). mas eu tenho certeza que em algum lugar desse mundo tem alguma pessoa da minha geração que adorava essa música e também não sabia a coreografia. ou sabe e está disposta a me ensinar. hoje, 7 anos depois. quem sabe...

*****

eu ganhei a minha *criatura das trevas* particular. Explico: uma amiga recebeu um comentário no blog dela que foi apagado antes de ela conseguir ler e ela ficou sem saber de quem era e o que dizia. ela batizou a pessoa de criatura das trevas (animando muito o dia da nomeada que, por sinal, eu era a única que sabia quem era, rá!).

eu ganhei a minha criaturinha. recebi um scrap no orkut que foi apagado.

diga, oh criatura das trevas, por que diabos era para eu ter 2.019 scraps e tenho 2.018? ahn? AHN??

odeio orkut.

*****

amanhã é feriado e eu aqui, sem ter o que fazer. oh vida cruel. quem me arranja vida social?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

carta à amiga

She used to be a chancer, sparkle in the rain,
told me she needed a friend.
Is she going crazy, baby's on the way,
Seems like the day never ends.

Everybody needs some affection
Never shines (never shines)
gotta try (gotta try)
Wherever you're going

Never give up on the good times,
gotta believe in the love you find
Never give it up no, never give it up nooooo
Never give up on the good times,
living it up is a state of mind
Never give it up no, never give it up nooooo
Never give up on the good times,
gotta believe in the love you find
Never give it up no, never give it up nooooo
Never give up on the good times,
living it up is a state of mind

só pra você saber que eu tou aqui.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

young hearts

run free
never be hung up
hung up like my man and me
my man and me
young hearts
to yourselves be true
don't be no fool when
love really don't love you

ê gripe. o que mais quero no mundo é deitar na minha caminha laranja e cheirosinha (não que eu sinta cheiro, ou gosto) e dormir até passar. até pentear o cabelo dói, o que explica a juba que tomou conta da minha cabeça faz uns dois dias. curioso: a vida não pára quando a gente fica doente. mas deveria.

quando eu era pequena era só acordar com uma dor de garganta para voltar pra cama. que delícia. eu não ia a médico, minha mãe sempre me medicou, e o remédio dela era cama. não tinha colégio, não tinha inglês, não tinha... ok. essas eram as minhas obrigações. e ainda tinha direito a toddy quente.

fun part: você chega no trabalho, querendo morrer, querendo que as pessoas esqueçam da sua existência, e de repente, sua chefe milagrosamente lembra daquele trabalho monstruoso que você precisa fazer pra sexta-feira. SEXTA-FEIRA! como eu cancelei a disciplina "embrulho de convite" na faculdade, vou ter que ser auto-didata. no final do dia (e de trinta pacotes de 10 convites cada + envelopes, you do the math) fita de tecido vai ser a minha melhor amiga e companheira. farei horrores com uma delas nas mãos, me esperem.

talvez aquela festa ontem tenha sido um pequeno exagero... mas, valeu a pena. djéia arrasou. muito orgulho!

a boa notícia é que eu nem sei quando vou ter que voltar praquele campus. ufa.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

redescobrindo rick astley

She's taken my time
convinced me she's fine
But when she leaves
I'm not so sure
It's always the same
she's playing her game
And when she goes I feel to blame
Why won't she say she needs me
I know she's not as strong as she seems
Why don't I see her cry for help ?
Why don't I feel her cry for help ?
Why don't I hear her cry for help ?
I wandered around the streets of this town
Trying to find sense in it all
The rain on my face it covers the trace
Of all the tears I've had to waste
Why must we hide emotions
Why can't we never break down and cry
All that I need is to cry for help
Somebody please hear me cry for help
All I can do is cry for help

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ophelia drowned in the water

Crushed by her own weight
Hitler loved little blue eyed boys
And it drove him to hate
Birds always grow silent before the night descends
'Cause nature has a funny way of breaking what does not bend
A hero's torso is built of steel and Novocain
His heart a bitter beat inside a bloodless frame
There was a hole inside his soul a manicure could not fill
So he fund himself a whore to love while daisies choked in the window sill
We've made houses for hatred
It's time we made a place
Where people's souls may be seen and made safe
Be careful with each other
These fragile flames
For innocence can't be lost
It just needs to be maintained

Sô versão 22: sem aparelho e loira. será que alguém ainda vai me reconhecer na rua?

esses são dias de festa: a minha, semana passada, a da tau hj e terça o debut da nossa querida DJéia naquele inferno na terra da tasca. feliz. :)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

bigornas acme

é esse frio na barriga que me incomoda. o problema é que ele não passa. e quando você acha que finalmente não há mais com o que se preocupar, ele vem. surpreende. porcaria.

*****
sonhei a noite inteira que o dia da minha viagem tinha chegado e eu não tinha nada pronto. nem passaporte, nem passagem, nem mala. nada. as pessoas me pediam, me apressavam e eu não sabia aonde estava nada. o relógio passava rápido demais. e eu perdi o vôo. e a viagem inteira.
acordei com uma sensação horrível.

será que eu tou ansiosa? ahn... é... maybe.

*****
adoro pessoas organizadas. daquele tipo que não deixa as coisas para a última hora. daquele tipo que não te berra no último minuto para incluir no material que estava pronto há dois dias um texto que não estava previsto. adoro essas pessoas. as outras são as outras. ou chefes...

me descobri uma pessoa metódica. que precisa de nome e lugar para tudo. que precisa saber aonde as coisas vão estar, como e quando. sabe rotina? eu gosto. curioso. sempre me achei uma pessoa tranquila, relaxada... mas não vivo bem com desorganização. a cabeça fica bagunçada e eu, mal-humorada.

coisas que você vai descobrindo com o passar do tempo.

afinal, agora eu sou uma senhora de 22 anos. rá!

domingo, 2 de novembro de 2008

sabedoria enlatada

this is like needing glasses.

when I was a kid I would get these headaches and I went to the doctor and they said that I needed glasses. I didn't understand that, it didn't make sense to me because I could see fine. and then I get the glasses and I put them on, and I'm in the car on the way home and suddenly I yell. because the great big blobs that i'd been staring at my whole life they weren't great big blobs, they were leaves. on trees. I could see the leaves. I didn't even know I was missing the leaves, I didn't even know that leaves existed. And then, leaves.

You are glasses.