sábado, 27 de junho de 2009

i just can't describe it oh no no no

Uma noite cinematográfica. musicalmente, anyway...



por algum motivo não consigo achar when doves cry - prince, pra colocar aqui. mas tocou. e eu morri.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

eu continuo sabendo o que vocês ... zzzzzzzzzzz

todo mundo tem uma linda, poética história de como decidiu fazer cinema. "eu vi cidade dos sonhos. não sabia que cinema podia ser feito daquela forma". godard. woody allen. glauber. hitchcock...

a minha, eu nunca contei. de vergonha

comecei a ir ao cinema com frequência aos 11 anos. naquela época - pausa para superar a velhice - o legal era ver filme de terror: pânico, eu sei o que vocês fizeram no verão passado, lenda urbana 1, 2, 3, 25... o shopping tinha um simulador. minhas amigas e eu íamos ao cinema, ficávamos trincadonas de medo e coca-cola, e entrávamos no simulador para morrer de medo do senhor de gancho e roupa de pescador que estava escondido nas sombras. histeria pura. era ótimo.

a gente tinha que ser criativa para bular a censura: só eram permitidos maiores de 14anos. um absurdo. valia tudo, desde subornar o lanterinha a comprar entrada para uma sessão e entrar na outra. isso quando era uma roleta para todas as salas.

eu finalmente fiz 14 anos. mas aí já eram outras pessoas. e outros filmes. o nycc inaugurou com dezoito salas de cinema. DE-ZOI-TO! uma delícia. a gente ia, pegava uma sessão cedo, e ficava para a matinê da boate do shopping. periguetagem de menor. os filmes serviam mais como enganação pros pais. mas eu ia e via tudo em cartaz.

anos mais tarde eu mudei de colégio. uma amiga me levou para o cinema para que eu fizesse amigos novos. eram vinte pessoas naquele dia, duas fileiras. e ele estava no meio. ele só me deu bola um ano depois, mas isso é outra história. quando finalmente ficamos juntos eu levei bronca: "quem realmente assiste o filme?".

eu sempre soube que queria trabalhar com arte. produzir. que queria divertir as pessoas. quando a hora chegou eu decidi tentar cinema. assim, só pra ver no que dava. passei. não tive certeza que havia tomado a decisão certa até o meu primeiro festival, em 2005.

agora, eu ia ao cinema sozinha. e amava.

sem godard. sem glauber. o cinema me acompanhou a vida toda e eu demorei 10 anos para me dar conta.

domingo, 14 de junho de 2009

mel gibson e cachorro quente

notes to self mode on.

esse negócio de comissão de formatura ainda vai me enlouquecer. ontem liguei para uma amiga, companheira de sofrimento, e praticamente brigamos por causa de um "sentimento esquisito" que ela teve sobre o corretor da empresa que vamos contratar. sentimento esquisito? wtf? eu só quero que isso termine! e que novembro chegue e que a festa seja linda e todos aqueles pais e avós e tios e primos fiquem satisfeitíssimos em ver seus respectivos comemorando a (fake) formatura. ufa. fim pra essa loucura.

me senti culpada. eu não sou boa nesse negócio de me impor, de brigar, de levantar a voz para alguém que não seja íntimo. e por íntimo eu quero dizer família. e nem assim. eu prefiro cortar relações a deixar alguém perceber como estou realmente me sentindo (eu nunca disse que era sã).

descobri que sou extremamente tímida. e retraída. e controlada. pelo menos na frente de todos aqueles que não podem me ver de outra forma.

a imagem que construimos de nós mesmos para os outros pode fazer-nos esquecer quem somos de verdade. assustador.

e as fichas cairam vendo sinais e comendo cachorro-quente. go figure.